Violência contra as Mulheres em Dados: plataforma reúne pesquisas, fontes e sínteses sobre o problema no Brasil

Projeto busca contribuir para a divulgação de dados e informações sobre violência contra as mulheres

A plataforma digital Violência contra as Mulheres em Dados reúne pesquisas e dados recentes relacionados às violências contra as mulheres no Brasil, com base no monitoramento e curadoria realizados pelo Instituto Patrícia Galvão – com foco na violência doméstica, sexual e online, no feminicídio e na intersecção com o racismo e a LGBTTfobia.

Na plataforma estão reunidos os destaques de cada estudo e sínteses produzidas pela equipe do Instituto a partir da consulta a documentos de referência e entrevistas com especialistas, que ajudam a contextualizar os dados apresentados.

Com apoio do Instituto Avon, a plataforma tem o objetivo de estimular e subsidiar a divulgação de informações e o debate sobre questões críticas em relação à violência contra as mulheres no Brasil – seja por jornalistas, comunicadores, ativistas, gestores, profissionais que trabalham com o tema, estudantes e interessados em geral. A ideia é que os materiais da plataforma possam ser usados e compartilhados no debate público para promover uma ampla reflexão não apenas sobre os índices de violência de gênero, mas como transformá-los, e alertar que por trás das estatísticas alarmantes há vidas e trajetórias violadas pela naturalização e perpetuação da violência.

Dados confiáveis e fontes diversas e qualificadas são essenciais para dimensionar o problema, contextualizar o debate e pautar as transformações culturais e políticas públicas necessárias para reverter o grave quadro da violência de gênero.

Como funciona esta plataforma

  1. Monitoramento e curadoria: o Instituto Patrícia Galvão monitora a divulgação de dados e pesquisas no Brasil, acompanhando os órgãos de governo responsáveis por esses dados, as instituições de pesquisas que trabalham com este tema e a mídia. A partir desse monitoramento, são identificadas as pesquisas mais relevantes e especialistas de diversas áreas que podem comentar os números. Juntos, dados e fontes dão suporte à plataforma Violência Contra as Mulheres em Dados.
  2. Produção de infográficos, sínteses e repercussão com especialistas: os dados selecionados de cada pesquisa são organizados em infográficos e sínteses produzidas pela equipe do Instituto Patrícia Galvão com o apoio de especialistas parceiras. Após o trabalho de edição e formatação, as informações são disponibilizadas por tema na plataforma para facilitar o acesso e compartilhamento pelo maior número de pessoas possível.
  3. Banco de pesquisas: os diversos destaques produzidos ficam associados à pesquisa que originou os dados, com disponibilização do relatório em formato pdf para consulta na íntegra.
  4. Banco de fontes: o banco de contatos de especialistas da Agência Patrícia Galvão também é disponibilizado, possibilitando o acesso a fontes qualificadas de diversas áreas de atuação e do conhecimento para entrevistas, consulta e produção de conteúdos sobre a violência contra as mulheres.
  5. Opções de filtro e interatividade: buscando otimizar a consulta e melhorar a experiência das usuárias e usuários da plataforma foram aplicadas ferramentas de comunicação digital. Os bancos de dados apresentam opções de filtros por tipo de violência, ano de divulgação e abrangência da pesquisa e instituição realizadora do estudo. A plataforma também facilita o compartilhamento das informações, infográficos e outras peças de comunicação, estando todo o seu conteúdo sob uma licença livre que permite a reprodução dos materiais desde que citada a fonte.
  6. Mobilização: embora estejam sendo produzidas cada vez mais pesquisas que reúnem evidências importantes sobre a urgência e gravidade da questão da violência de gênero, é preciso lembrar que a disponibilidade de dados e estatísticas sobre a violência contra as mulheres e a disseminação de uma cultura de dados abertos ainda são grandes desafios no Brasil. Assim, concentrar os estudos disponíveis em uma mesma plataforma é também uma forma de visibilizar as ausências e limites e estimular uma mobilização também nesta frente. Nesse sentido, foram realizadas parcerias com instituições de referência nessa área – como o Observatório da Mulher contra a Violência, a ONU Mulheres – para somar esforços e ampliar a mobilização por dados que contribuam para dimensionar e enfrentar a violência contra as mulheres no Brasil. 

 

Equipe

Coordenação do projeto: Débora Prado e Marisa Sanematsu

Produção de infográficos e sínteses: Débora Prado, Marilia Kayano, Marisa Sanematsu e Tainah Fernandes

Entrevistas: Tainah Fernandes

Edição e checagem: Marisa Sanematsu

Concepção de comunicação digital: Débora Prado

Desenvolvimento e identidade visual: Levante Soluções Interativas:
   Direção geral: Leonardo Bavaresco 
   Direção de arte: Luciana Shiose
   Desenvolvimento: Leonardo Araújo e Tales Cione

Realização: Instituto Patrícia Galvão

Apoio: Instituto Avon 

Realizadores:

Sobre o Instituto Patrícia Galvão

O Instituto Patrícia Galvão é uma organização feminista fundada em 2001 que atua nos campos dos direitos das mulheres e da comunicação. Para o Instituto, a mídia é um espaço estratégico de incidência social e política para qualificar os debates sobre políticas públicas voltadas à promoção da igualdade e equidade de gênero. Saiba mais

Sobre o Instituto Avon

Com a missão de mobilização da sociedade, o Instituto Avon apoia e desenvolve ações que tenham em sua essência a premissa de superar dois dos principais desafios à plena realização da mulher: o combate ao câncer de mama e o enfrentamento das violências contra as mulheres. Saiba mais

Parceiros deste projeto

Observatório da Mulher contra a Violência: o OMV foi criado em março de 2016 por Resolução do Senado federal com a missão de constituir-se como uma plataforma de referência em dados, pesquisa, análise e intercâmbio entre as principais instituições que atuam sobre a violência contra as mulheres no país. Saiba mais

ONU Mulheres: criada em 2010 com o objetivo de unir, fortalecer e ampliar os esforços mundiais em defesa dos direitos humanos das mulheres, atua em seis áreas prioritárias: liderança e participação política das mulheres; empoderamento econômico; fim da violência contra mulheres e meninas; paz e segurança e emergências humanitárias; governança e planejamento; normas globais e regionais. Saiba mais