O papel do homem na desconstrução do machismo (Locomotiva/Instituto Avon, 2016)

Instituição/Órgão
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Âmbito
Ano

Sobre a violência contra as mulheres

Do total de entrevistados, homens e mulheres:

– 27% acreditam que, em alguns casos, a mulher também pode ter culpa por ter sido estuprada;

– 78% não interferem em briga de casal ou interferem apenas se envolver algum tipo de violência extrema;

– 61% consideram que a mulher que se deixou fotografar também tem culpa quando um homem compartilha suas imagens íntimas sem autorização.

Dos 898 homens entrevistados:

– 34% deixaram de colocar em prática alguma atitude violenta contra a mulher;

– 1% declara que ainda continua se aproveitando de uma mulher bêbada.

Uma parte dos homens deixou de praticar algum tipo de atitude violenta contra a mulher nos últimos tempos:

– Usar violência (física ou verbal) para ganhar uma discussão com uma mulher: de 4% para 2%;

– Ser agressivo com uma mulher com quem se relacionou: de 5% para 1%;

– Tentar se aproveitar de uma mulher bêbada: de 2% para 1%.

Sobre a pesquisa

Realizada entre os meses de setembro e novembro de 2016, a pesquisa incluiu uma etapa inicial em que foram conduzidas seis entrevistas em profundidade com especialistas que atuam no enfrentamento à violência contra mulheres em organizações da sociedade civil, imprensa e órgãos públicos (veja nomes abaixo). Posteriormente foram realizados dois grupos de discussão, um com homens e outro com mulheres, de 16 a 30 anos. Ao final foi realizada uma pesquisa quantitativa presencial, de âmbito nacional, por meio de 1.800 entrevistas com (898) homens e mulheres de 16 anos ou mais, em 70 municípios de todas as regiões do país.

Especialistas entrevistados na etapa qualitativa:
Djamila Ribeiro – Pesquisadora e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), blogueira e secretária-adjunta de Direitos Humanos da cidade de São Paulo.
Flávia Oliveira – Jornalista e comentarista na TV Globo e GloboNews.
Maria Gabriela Manssur – Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Jacira Melo – Diretora-executiva do Instituto Patrícia Galvão: Mídia e Direitos.
Leandro Feitosa – Doutor em Psicologia Social, professor da PUC-SP e FMU e coordenador do grupo reflexivo de gênero – Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde.
Samira Bueno – Mestre e doutoranda em Administração Pública e Governo pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) e diretora-executiva
do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Saiba mais: 
Pesquisa Instituto Avon/Locomotiva: o papel do homem na desconstrução do machismo – assista ao vídeo e veja algumas falas das especialistas entrevistadas

Maioria reconhece e rejeita a desigualdade entre homens e mulheres

Existe a percepção sobre a existência de uma situação de desigualdade de gênero e raça e isso é visto como algo negativo.

Arte: Instituto Avon/Locomotiva.

Contudo, boa parcela revela que ainda tolera costumes e práticas de violência contra as mulheres

 

Arte: Instituto Avon/Locomotiva.

Maioria dos homens considera que ensinar os filhos a respeitar as mulheres é a principal maneira de contribuir para evitar o machismo

 

Arte: Instituto Avon/Locomotiva.

Uma parcela afirma que deixou de praticar um ou mais tipos de agressão contra as mulheres

 

Arte: Instituto Avon/Locomotiva.

E atribuem ao ‘papo de para homem’ um grande potencial transformador

 

Arte: Instituto Avon/Locomotiva.

Saiba mais sobre a pesquisa