Dossiê Criança e Adolescente (ISP, 2018)

Instituição/Órgão
Âmbito
Ano

– Informações do dossiê apontam que as formas de violência com maior participação de vítimas crianças e adolescentes são violência sexual (59%) e periclitação da vida e da saúde (49%). Em 2017, o total de crianças e adolescentes que registraram algum tipo de violência sexual foi de 3.886, o que significa dizer que, em média, por dia, dez crianças e adolescentes foram vítimas de violência sexual no estado do Rio de Janeiro.

– Enquanto as mulheres são mais da metade das vítimas nos crimes de violências sexual (83%), moral (73%), psicológica (64%) e lesão corporal (56%), nos crimes de homicídio decorrente de intervenção policial e homicídio doloso temos uma expressiva participação masculina, de 97% e 88%, respectivamente.

– Os autores de crimes contra crianças e adolescentes são, em sua maioria, próximos às vítimas. Eles foram os autores de 47% das agressões físicas e dos crimes de ameaça e constrangimento ilegal, de 40% dos crimes de violência sexual e 38% dos crimes de violência moral.

– A fim de aprimorar ainda mais as informações sobre violência sexual, pela primeira vez o Dossiê Criança e Adolescente analisou o ato obsceno e a importunação ofensiva ao pudor. Em 2017, 225 crianças e adolescentes denunciaram o crime de importunação ofensiva ao pudor nas delegacias do estado e, outras 45, o ato obsceno.

– Acompanhando a tendência nacional, o Estado do Rio também registrou um aumento de letalidade violenta contra crianças e adolescentes nos últimos anos. Nas mortes violentas, 90,5% dos adolescentes e 51,9% das crianças foram mortos por disparo de arma de fogo.

Sobre a pesquisa:

Elaborado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), a 4ª edição do Dossiê Criança e Adolescente reúne os principais crimes relacionados à violência contra o público infanto juvenil no Estado do Rio de Janeiro, e também analisa a vitimização de crianças e adolescentes em suas diversas formas: física, sexual, moral, psicológica, patrimonial e periclitação da vida e da saúde (falta de cuidados). O dossiê teve como base os dados de 2017 da Polícia Civil e da Secretaria de Saúde. Diante do agravamento da violência letal contra jovens e do particular momento para o estado do Rio de Janeiro, a quarta edição do estudo destaca de forma especial o tema da letalidade violenta a fim de dar contribuições analíticas capazes de evidenciar a dimensão do problema e embasar a proposição de estratégias mais assertivas.

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